Resenha: A Vida Secreta de Walter Mitty (The Secret Life of Walter Mitty)
A jornada de autodescoberta enquanto Power Point motivacional
Cartaz do filme
Coisas belas não precisam pedir atenção", ensina o fotógrafo de vida selvagem vivido por Sean Penn em A Vida Secreta de Walter Mitty (The Secret Life of Walter Mitty)
Walter Mitty
Stiller vive Walter Mitty, funcionário da revista Life encarregado de revelar negativos. Por anos, Walter recebeu e tratou os rolos do fotógrafo Sean O'Connell (Penn), que viaja o mundo atrás de maravilhas, e por isso talvez o protagonista sonhe acordado com grandes aventuras, mas seja incapaz de sair do lugar. Até o dia em que todos recebem a notícia de que a Life vai fechar sua versão impressa e Walter perde o negativo da fotografia de O'Connell que seria a capa da derradeira edição.
É a senha para que Walter Mitty deixe a inércia e, como o Chance de Muito Além do Jardim, influência confessa de Stiller, largue seu subemprego para descobrir o mundo, intercalando câmera lenta e correria, porque as típicas jornadas de autodescoberta do cinema indie - cujos Stiller reproduz aqui - obrigatoriamente envolvem canções catárticas em slow-motion (Arcade Fire, David Bowie...) e muito suor (desde Forrest Gump é imperioso dar pelo menos um tiro de 100 metros por filme para aprender mais sobre si mesmo, como bem sabem os personagens corredores de Alexander Payne).
As paisagens que Walter visita mundo afora fossem de fato fotografias pedindo legendas.
Trata-se um filme que prega a beleza sem afetação.
O filme faz piadas de super inteligentes com outros filmes, como Benjamin Button. Em resumo é uma película que vale muito a pena ver e aprender.
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